Vício

Ao contrário da maioria das pessoas, ABOMINO ficar no celular mesmo pra coisas úteis. Não é questão de não enxergar a tela com fonte enorme – uma palavra por linha, como um albino faria e o comprovei – mas tem gente que precisa ser treinada como um animal pra poder parar de desperdiçar seu dia no Espelho Negro® que fizeram o povo depender.

É possível se desintoxicar? É. Mas demanda disciplina e retidão, assim como largar de um vício químico.

Não exagero, pois tenho vontade de linchar com um triturador de automóveis todo energúmeno que fala comigo olhando pro celular… até mesmo assistindo um filme ou série checando alguma merda estúpida nesses Chinelos Coloridos Retroiluminados da Desatenção Anal®.

Aí sou tomado como um idoso chato que quer que os jovens sejam chatos como ele. SIM, EU QUERO.

Precisamos de ócio improdutivo para podermos exercer aquilo que nos diferencia dos macacos há tanto tempo: a criatividade. Problemas ou até mesmo melhorias de qualidade de vida são criadas quando não estamos fazendo nada.

O mancebo que apresenta o longo vídeo acima – em inglês e de vez em nunca em alemão austríaco, e que por curiosidade trabalhou por um tempo no desenvolvimento do Helldivers 2 – começou a perceber que o hábito é um problema enraizado na vida da maioria das pessoas, onde o sistema é criado para nossa pura e simples dependência em todos os aspectos.

Não apenas tento ficar longe do celular como o ignoro pela maior parte do dia. Sei que é um mal necessário para o trabalho de muitos, mas tentem experimentar não se escravizar por estas pequenas caixas de fazer maluco por uma semana. WhatsApp mesmo fiquei sem por quatro anos e aprendi muito como ignorar pessoas nesse precioso período de tempo.

Author: Eric Mac Fadden