A velha questão de se antes tudo era muito mais bem acabado ou de certa maneira superior às gerações vindouras quase sempre tem uma resposta negativa e alguma lição de moral sobre a mudança dos tempos.
Mas na questão musical, é impossível questionar a qualidade das composições e execuções de outrora por amostragem: há muito mais música antiga legal do que nova (dãããã, óbvio) por período de tempo (ah é, tem isso). Mas e quanto o áudio? Eram melhores também?
Subjetividade e expressão artística ajudam no veredito que pode apenas ser dado, por quem escuta o resultado final. Creio que algo que Glenn Miller tenha gravado em 1940 não teria o mesmo efeito se o fosse feito em 1980 com uma qualidade cristalina.
Estilos musicais mudaram quando os microfones mais sensíveis como os de fita (que utilizam uma interna para captar as vibrações no ar) e os crooners puderam cantar mais baixo ou sussurrando, criando outras atmosferas e técnicas.

Outra novidade foi a introdução de instrumentos de captação elétrica e mesas de som com entradas balanceadas… até mesmo a gravação digital mudou a maneira que tudo era captado e mixado, mostrando toda uma nova gama de freqüências sonoras disponíveis, às vezes sacrificando antigos métodos ou sons como a saturação de fita citada – e percebida – no vídeo acima.
A tecnologia de cada Era definiu como a música soava em seu campo. Não soava melhor nem pior, mas com caráter e personalidade.



