Entendo mas não aprovo

Claro que algo em minha mente clica e dopamina invade meu cérebro ao ver armas sendo disparadas. A dinâmica da destruição, o poder que pode ser manipulado por uma pessoa… mas não creio ser algo que todos devam ter acesso.

Se defender é uma coisa. Responsavelmente utilizar um poder desses para proteção de ameaças é algo venerável – e infelizmente necessário em “tempos de paz” como os atuais. Outra é simplesmente compensar um complexo de inferioridade com calibres diversos e usar isso como argumento definitivo em uma discussão.

Desinteligências são mais do que corriqueiras entre os portadores de armas de fogo, mas não regra. Claro que a maioria que possui algo assim age como se fosse um automóvel: tem o conhecimento mas não o aplica para o mal.

Porém os complexados de falos minúsculos e frágeis nanoegos insistem em ameaçar os “tempos de paz” com sua sutileza paquidérmica e tubos de metal que cospem fogo, vencendo quaisquer debates com três possíveis resultados óbvios, que terminam com alguém chorando.

“Alguém me chamou de baixinho e não vou deixar isso barato”

1 – Um filho perde um pai (ou mãe, ou ambos se for milionário)

Um gnomo com miolos mexidos com um garfo enferrujado decide que alguém com melhores idéias do que as suas – e provavelmente mais corretas – merece um buraco fumegante entre os olhos. Órfãos são criados. Gnomos são presos. Alguém chora.

2 – Alguém também sabe discutir à altura

O gnomo resolve partir então, para este fim. Saca sua reluzente máquina de vomitar chumbo quente em alta velocidade e média rotação, para então receber de volta o mesmo carinho que decidiu distribuir. Colhe-se o que planta. No caso alguém plantaria um gnomo no chão. Alguém chora.

3 – Nasce uma estrela

Quem disse que todo final tem de ser ruim? Nosso gnomo resolve pegar sua valentia movida a pólvora e se tornas protagonista de filmes de ação. Atira. Atira. Atira. E atira. Todos percebem que a única idéia que movia o pobre diabo era parecer grande e importante empunhando um canhão nas mãos e nada mais. Ostracismo acontece. Tédio ocorre. Alguém chora. Chumbo na própria têmpora parece ter sido a causa mortis nesse caso.

As crianças são as mais influenciáveis nessa cultura

No fim uma cultura toda surge apoiada nesses objetos de fácil manuseio mas difícil aplicação, infantes são extremamente bombardeados com a normalização de se possuir tais artefactos e mais e mais pessoas acabam por se ludibriar por essa idéia por toda a vida.

Parece ser algo divertido e perfeitamente alinhado à nossa índole destrutiva, acho que em modalidades esportivas é algo super válido (e divertido).

Muitos sabem manipular a útil ferramenta que nos proporcionou até mesmo uma facilidade na obtenção de matéria-prima animal, pagando por pelos poucos que apenas queriam um abraço da mãe ou aprovação do pai.

Alguém sempre chora.

Author: Eric Mac Fadden