Ultimamente o mercado de ações anda fodendo todo tipo de arte e entretenimento – além de todo o resto de bens de consumo e serviços – pelo simples fato que ao se tornar publicamente aberta a investimentos, uma empresa se torna escrava de shareholders até seu amargo fim.
Jogos andam uma merda, caros e cada vez menos memoráveis por causa disso. Cinema já morreu há anos pelo mesmo motivo e de maneira similar as empresas com suas LLM desossam o mercado de hardware. Investidores que eram apenas provedores de fundos, agora mandam e desmandam no que consumimos.
Sem falar na SpaceX, que molhou a mão de alguém e ao invés dos 90 dias pra entrar no clubinho dos maiores no mercado de papéis, foram apenas 15 dias. Agora até aposentadorias na Muricah’ dependem da performance de Elão Almíscar e sua companhia de rojões espaciais, pois são as empresas nesse mesmo clubinho que se tornaram a previdência gringa. Olha que belezura.
Temos o fato que toda vez que algum empresa “grande demais para cair” tropeça, o governo carinhosamente passa a mão na cabeça, bate uma punhetinha e põe um envelope com alguns milhõezinhos pra passar o dodói enquanto se reestrutura ou é vendida. Ai qui dó.
Somos reféns de toda essa traquinagem (governamental e privada) e a única coisa que podemos fazer é não consumir produtos – ou o mínimo, se extremamente essenciais – e boicotar o que pudermos. Não assinar nenhum serviço de produtos que antes apenas comprávamos e se possível, navegar nos sete mares digitais e armazenar suas mídias em HDDs offline.
Você não terá nada, não será feliz e ainda sim terá de pagar mensalmente por isso.




